Design detalhado

Parte das informações do modelo de negócio e das arquiteturas, para especificar o PSS em um nível apropriado para sua implementação.

Segue o roadmap visando tornar realidade aquilo que até então foi desenhado.

 
  • Especificar com detalhes o PSS;
  • Testar soluções por meio de protótipos virtuais e reais;
  • Avaliar e certificar todos os aspectos da solução
  • Liberar as informações para lançamento e operação da cadeia de valor

O design detalhado especifica com profundidade o que foi definido no modelo de negócio e nas arquiteturas integradas.

No roadmap definimos resultados que queremos obter no projeto de servitização para poder oferecer o PSS. No design detalhado atingimos esses resultados.

Algumas atividades do design detalhado se sobrepõem às atividades de lançamento e mesmo operação, pois temos de determinar, obter e testar os equipamentos produtivos e auxiliares para prestação dos serviços.

De acordo com a natureza e tecnologia do produto (bem físico) podemos usar várias abordagens de design relacionadas. Seria impossível mencionar todas aqui. Você poderia considerar as abordagens de design e desenvolvimento de produtos.

As abordagens de design de serviços também poderiam ser utilizadas.

No entanto, não esqueça que nesta metodologia de servitização já definimos até agora a arquitetura integrada do produto, serviços e infraestrutura.

Assim, você deve retirar e adaptar dessas abordagens conteúdos de detalhamento ou genéricos que possam ser utilizados, tais como confiabilidade, avaliação de ciclo de vida, simulação e outros.

O princípio do design detalhado já é clássico e permanece do caso da servitização. É conhecido como o modelo em “V”, como ilustrado na figura.

A integração dos itens do sistema (lembre-se que o PSS é um sistema) está representada nas arquiteturas integradas. Item é um termo genérico que usamos para indicar os sistemas, subsistemas e componentes do PSS, que podem ter naturezas distintas, tais como: bens físicos, serviços, processos e infraestrutura. Do lado esquerdo do modelo mostramos que partindo das arquiteturas definimos, especificamos e desenhamos os itens das arquiteturas até chegar no nível em que eles são construídos, prototipados e codificados. Do lado direito “subimos” testando, integrando e validando cada um dos itens. Desde os componentes mais elementares até chegar nos sistemas e finalmente no PSS. Paralelamente, devemos especificar como eles serão manufaturados (no caso da fabricação estar sob nossa responsabilidade) e/ou como eles serão adquiridos. Aqui usamos os conceitos de engenharia simultânea.

Alguns tipos de avaliações são:

  • verificações dos resultados do detalhamento contra as especificações
  • simulações de comportamento dos itens do PSS (simulações do comportamento do produto e dos processos que representam os serviços)
  • ensaios e experimentos de confiabilidade com protótipos funcionais
  • testes e validações de protótipos de diversas tipos com usuários, clientes e stakeholders

Uma das críticas sobre metodologias de servitização e design de PSS é a pouca integração entre o design do produto e do serviço (e mesmo da infraestrutura) como uma solução única, ou seja o PSS. Nesta metodologia de servitização defendemos que as arquiteturas integradas garantem essa consistência e que durante o design detalhado podemos trabalhar separadamente com cada um desses artefatos, desde que realizemos avaliações

Durante essas avaliações devemos estar sempre garantindo a integração entre os itens com base em uma análise das interfaces.

No final desses ciclos iterativos do design detalhado chegamos a um protótipo do PSS que deve ser validado com os stakeholders. Ele deve ser validado não somente com base nas especificações das arquiteturas integradas, mas também com referência a elementos do modelo de negócio que não estão explicitamente representados nas arquiteturas, tais como modelos de receita, custo, parcerias, pessoal e organização. 

O design detalhado ocorre por meio de ciclos iterativos de especificar, implementar protótipos (virtuais e reais), e avaliar.

Em alguns segmentos de mercado, tanto os produtos físicos como os serviços precisam ser certificados, o que pode envolver até a certificação de nossos parceiros e pessoal da nossa organização. Essas certificações podem ter de atender requisitos de agências reguladoras, que foram identificadas e consideradas desde o início do projeto de servitização.

Desde o início da servitização testamos com usuários, clientes e mesmo com stakeholders os resultados que vão sendo obtidos, tais como a proposição de valor, modelo de negócio e arquiteturas. Usamos protótipos de vários tipos, como os protótipos de baixa fidelidade (veja o capítulo sobre proposição de valor).

Apesar deste princípio ser genérico, ele ainda possui um viés de desenvolvimento de bem físico. O design dos serviços, que são intangíveis, concentra-se nesta metodologia de servitização na especificação dos processos necessários para sua oferta, assim como de outros elementos do modelo de negócio que interagem com os processos: parceiros, pessoas e recursos. Este último inclui a infraestrutura.

Em alguns segmentos de mercado, tanto os produtos físicos como os serviços precisam ser certificados, o que pode envolver até a certificação de nossos parceiros e pessoal da nossa organização. Essas certificações podem ter de atender requisitos de agências reguladoras, que foram identificadas e consideradas desde o início do projeto de servitização.

Desde o início da servitização testamos com usuários, clientes e mesmo com stakeholders os resultados que vão sendo obtidos, tais como a proposição de valor, modelo de negócio e arquiteturas. Usamos protótipos de vários tipos, como os protótipos de baixa fidelidade (veja o capítulo sobre proposição de valor).

Apesar deste princípio ser genérico, ele ainda possui um viés de desenvolvimento de bem físico. O design dos serviços, que são intangíveis, concentra-se nesta metodologia de servitização na especificação dos processos necessários para sua oferta, assim como de outros elementos do modelo de negócio que interagem com os processos: parceiros, pessoas e recursos. Este último inclui a infraestrutura.

Não iremos apresentar com profundidade as atividades de design detalhado, pois que quantidade de alternativas é muito ampla. Não faz parte do escopo deste guia entrar neste nível de profundidade. Por isso mostraremos somente uma descrição geral dos princípios do design detalhado e indicação de fontes para consultas

No design detalhado você vai garantir que tudo o que foi pensado até então (no modelo de negócio e arquitetura) seja possível realizar.

Se nas avaliações você perceber que não é possível, você irá ajustar o que foi definido anteriormente.

No momento de se detalhar, temos de usar métodos, ferramentas de cada área de conhecimento e tecnologia relacionadas com a natureza do item do PSS. É muito grande a diversidade de métodos e ferramentas de detalhamento, testes e validações existentes para cada tipo de tecnologia e grau de maturidade da organização. Além disso, novos métodos e ferramentas são constantemente desenvolvidos.