Roadmap de implementação

Roadmap de implementação da servitização representa em uma linha de tempo resultados principais / avanços a serem atingidos na e para a servitização. Eles são estruturados em várias categorias que correspondem aos elementos do modelo de negócio, que devemos implementar para entregar valor aos stakeholders. Os de curto prazo devem ser desenvolvidos e implementados no projeto atual de servitização. Os de médio e longo prazos são desafios futuros.

Definir ações para a implementação do PSS

Estabelecer tendências para desenvolvimentos futuros

Roadmap não é um cronograma e não é o resultado de um planejamento do projeto de servitização. Ele é uma representação gráfica de resultados em uma linha de tempo normalmente dividida em três períodos: curto, médio e longo prazo.

Ele pode começar a ser delineado desde a análise de negócio. Deve representar tudo aquilo que se espera atingir na organização para que a servitização possa ocorrer. Representa os principais resultados da servitização no curto prazo, que podem se tornar marcos do projeto atual de servitização. Os de médio e longo prazo são próximos avanços a serem incorporados em futuros projetos de desenvolvimento

 O roadmap é alimentado pelo o que se define nas arquiteturas integradas do produto, serviço – processos e infraestrutura. Essas arquiteturas são detalhes de alguns elementos do modelo de negócio. Outros elementos do mesmo modelo podem estabelecer entregas que não estão detalhadas nas arquiteturas, mas que devem ser colocadas no roadmap (como entregas relacionadas com parcerias, que não sejam aquelas sobre os canais de comunicação e processos correspondentes).

A implementação inicia-se com o design detalhado, que é o momento em que o PSS concebido e parcialmente representado pelas arquiteturas será detalhado, testado e avaliado. O roadmap deve indicar os principais resultados que se espera o design detalhado. Além disso, ele representa também os resultados esperados no lançamento do PSS.

Esses resultados devem ser representados na linha de tempo do curto prazo e podem se tornar marcos do projeto de servitização. O projeto, no entanto, pode ter outros marcos e a definição de outras entregas (normalmente entregas intermediárias importantes para se completar o projeto). Mas o roadmap não deve representar somente isso

 Em algumas empresas, a análise de negócio é realizada por outros processos de negócio (como visto no capítulo correspondente) e seus resultados podem ser consolidados em roadmaps que indicam tendências de mercado e tecnológica, por exemplo. Esses mapas são conhecidos como TRM, technological roadmaps, e mostram uma relação de dependência temporal (curto, médio e longo prazo) entre tendências de mercado, tecnologia e produtos, com possíveis subdivisões dessas três categorias.

Esses mapas indicam também tendências de curto prazo que podem ter sido consideradas na definição da proposição de valor e modelo de negócio.

As arquiteturas refinam um pouco este conteúdo. consolidação das tendências que foram adotadas para se viabilizar a servitização e outros resultados importantes definidos durante a realização do projeto de servitização.

Lembre-se que dois grupos de atividades formam o pano de fundo da servitização: gestão de mudanças e gestão de projetos. Essas atividades, com base nos resultados da proposição de valor, modelo de negócio e arquiteturas podem definir outros conteúdos para serem detalhados. Todo esse conjunto pode fazer parte do roadmap.

Outras tendências de médio e longo prazo também são registradas no roadmap, pois consolidam caminhos futuros (novos projetos) que iremos desenvolver.

No caso desta metodologia de servitização, o roadmap tem como objetivo representar resultados de curto prazo, que serão integrados ao planejamento do projeto, e ações de inovação no médio e longo prazo, que poderão fazer parte de projetos futuros e entrarão nos planos de inovação para criar condições de evolução da servitização.

A primeira atividade é realizada para se definir qual a melhor estrutura de roadmap apropriada para a servitização, se a sua organização já não trabalhar com alguma estrutura.

Em seguida definimos possíveis fontes de informações que você precisa consideram para inserir os resultados e ações futuras no seu roadmap.

Ocorrem então workshops com pessoas selecionadas para que sua organização preencha o roadmap. Este preenchimento consiste em definir um item (no nosso caso resultado ou ação futura) e colocá-lo em uma categoria no período de tempo apropriado. Paralelamente você deve representar a relação de dependência entre os itens, caso ela exista é logico. Este roadmap deve ser avaliado por stakeholders selecionados para que possa ser aperfeiçoado até atender a todas expectativas. O resultado então é uma representação gráfica dos resultados esperados e ações futuras de inovação categorizada no tempo.

Como o roadmap não detalha cada um dos seus itens. Uma boa prática é complementar o post it (item) que está no mapa com uma descrição complementar. Essa descrição é livre.

Com base no roadmap devem ser realizadas dois tipos de análise. Uma de curto prazo, que devem ser atingidas no projeto atual de servitização. Ou seja, esse resultado ou ação correspondente indicam uma condição para o sucesso do projeto de servitização. Outra análise é baseada nos itens relacionados com o médio e longo prazo. Esses itens podem ser incorporados ao portfólio de ações de inovação da organização.

Atividades e entregas

As atividades deste grupo são simples. A entrega principal é o próprio roadmap.

Consequentemente o planejamento do projeto e o da própria inovação da organização poderão ser atualizados.

Você pode adotar outra sequência de atividades se já possuir a prática de realizar roadmap na sua organização.

Você pode integrar este roadmap a outros da sua organização, de forma que ele passe a ser um “documento vivo”, constantemente atualizado e integrado a gestão da inovação.

É importante que membros que participaram das etapas transmitam as informações para os responsáveis de preparar o roadmap. pessoas que conhecem o novo modelo de negócio precisam participar também. Responsáveis na sua organização pelo planejamento de tecnologia e que tenha experiência em roadmapping deveriam contribuir nesse grupo de atividades. O gerente do projeto de servitização precisa participar para poder incorporar as propostas de ações como atividades do projeto. O responsável pelo design detalhado deveria participar para não ter problemas de perda de informações entre esses dois momentos.

Fontes adicionais serão inseridas na próxima versão do guia.