Perspectiva da relação entre os conteúdos da metodologia de servitização

Perspectiva da relação entre os conteúdos da metodologia de servitização

Na figura você pode observar a superposição entre os grupos de atividades.Isso significa que algumas atividades de um grupo também pertencem a outro grupo. Ou seja, na metodologia consideramos que elas fazem parte de um grupo. Porem você pode considerar que faz parte de outros de for mais conveniente para estruturar seu projeto de servitização.

Vamos agora realizar uma descrição geral desses grupos:

Essa perspectiva é a adotada para apresentar a metodologia de servitização

Planejamento estratégico: é a base de toda mudança e operação das organizações. É o que define a direção que devemos ir, as ações para chegar lá, assim como as metas a serem atingidas. (não será tratado neste guia)

Gestão de mudanças: quem desenvolve, opera e usufrui do PSS são pessoas. Elas precisam ser apoiadas desde o início da servitização. Essas atividades ocorrem no início, durante e após a servitização. Serve de apoio a todas atividades da metodologia.

Gestão de projetos: a servitização ocorre por meio de um projeto. As atividades de planejamento, execução e controle do projeto não serão explicitadas neste guia, mas devem ser consideradas. Na metodologia tratamos a gestão de projetos integrada à gestão de mudança.

Análise do negócio: concentra-se no levantamento das expectativas, ideias, estratégias, informações sobre o ambiente externo e interno. O foco é conhecer a realidade da empresa, seu produto atual, concorrentes, tecnologia e mercado. Resulta no desafio a ser obtido com a servitização. Essas atividades em empresas já estabelecidas deveriam ocorrem constantemente sendo, portanto, objeto de outros processos. Em empresas iniciantes devemos ter essas informações para não correr riscos demasiados no novo empreendimento.

Proposição de valor: estabelece com maior precisão o segmento de mercado, pois desde o planejamento estratégico e também durante a análise do negócio já devemos ter em mente um segmento de mercado. Define quais são os stakeholders, levanta seus problemas, necessidades e desejos. Trata os insights e as oportunidades dadas pela tecnologia, organização, etc. Com base nessas informações define qual a proposição de valor que vamos entregar. Explícita os benefícios para os stakeholders.

Modelo de negócio: parte do segmento de mercado e a proposição de valor definidos anteriormente. É a ponta do iceberg para se desenvolver e implantar o PSS. São definidos os principais processos, parceiros, recursos, fluxo de receitas e custos. Define como vamos entregar o valor.

Avaliação de investimento: é um momento de reflexão. Com base no fluxo de receitas e custos analisamos se o negócio é interessante do ponto de vista financeiro. Pode resultar em diretrizes para se mudar tudo o que foi definido até agora.

Arquiteturas: começo da parte submersa do iceberg. É um detalhe do modelo de negócio. A definição da arquitetura do produto é baseada no design conceitual do PSS que não faz parte desta metodologia (veja a aplicação desta metodologia com outras abordagens).

Antes de se detalhar devemos definir quais são os principais elementos (e como eles se relacionam de forma integrada) do produto, dos sistemas de informação, da infraestrutura e dos processos de negócio, que viabilizam a entregar valor. Pode ser necessário revisitar a avaliação de investimento, assim como o modelo de negócio e a proposição de valor.

Roadmap de implementação: com base no modelo de negócio e arquiteturas, consolidamos os resultados (entregas) que faltam ser atingidos em uma linha de tempo dividida em curto, médio e longo prazo. Essas entregas vao nortear o planejamento do desenvolvimento detalhado, lançamento e operação para que o PSS se torne realidade.

Design detalhado: é o momento da “transpiração”. Será que tudo o que especificamos até agora vai realmente dar certo? Se o produto já existir, temos de verificar se ele não terá de ser modificado para estar em um PSS. Todas as especificações são obtidas iterativamente até o nível de detalhe apropriado para a sua implantação. Tudo tem de ser testado. (não será tratado em detalhes).

Apesar das atividades relacionadas com as arquiteturas serem apresentadas separadamente, elas são integradas.

Lançamento: É o começo da operação do PSS. É quando colocamos para rodar toda a cadeia de valor com base nas especificações resultantes do design detalhado da solução completa (o sistema produto-serviço), que deve refletir o que foi definido no modelo de negócio e foi estruturado nas arquiteturas integradas. Durante o lançamento pode acontecer de termos de realizar ajustes ou mesmo correções do design detalhado. Isso pode resultar em mudanças na arquitetura e modelo de negócio. (está fora do escopo desta metodologia).

 Operação: o PSS já está em regime. No início devemos ajustar alguns detalhes para atender às estratégias definidas. Acompanha-se a operação na chamada gestão do ciclo de vida do PSS. Esse grupo de atividades inclui a Gestão do fim de vida, que é acionada quando os produtos ou serviços não atenderem mais às especificações. Nesse momento precisamos adotar alguma estratégia de fim de vida, que deve ser planejada desde o início do desenvolvimento. (está fora do escopo desta metodologia)

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